Published on 03/13/2025
Written by Anna Perigo
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A Diretiva NIS2 (Network and Information Security 2) é uma regulamentação da União Europeia voltada para fortalecer a segurança cibernética nos Estados-membros. Criada para substituir a Diretiva NIS1 (2016), a NIS2 estabelece regras mais rigorosas para proteger infraestruturas críticas e garantir um alto nível de resiliência digital em setores estratégicos.
Desde que entrou em vigor em 16 de janeiro de 2023, a NIS2 tem um papel fundamental na mitigação de riscos cibernéticos e na padronização das práticas de segurança digital entre os países da UE.
Por que a NIS2 é essencial?
A NIS2 não se limita apenas a exigir conformidade, mas também traz benefícios estratégicos às organizações, como maior proteção contra ataques, aumento da confiança do mercado e redução de riscos operacionais.
Nos próximos tópicos, vamos explorar a evolução da NIS1 para a NIS2, os setores afetados e os requisitos obrigatórios para as empresas evitarem multas e penalidades severas. Confira!
A segurança cibernética tem sido uma preocupação crescente para os países da União Europeia, especialmente com o aumento dos ataques cibernéticos direcionados a infraestruturas críticas. Diante desse cenário, a Diretiva NIS1, adotada em 2016, foi um passo inicial para garantir um nível mínimo de proteção para setores essenciais.
No entanto, com o avanço das ameaças e a crescente dependência digital, ficou evidente que a NIS1 possuía limitações significativas, exigindo uma reformulação mais abrangente. Assim, a Diretiva NIS2 foi proposta em 2020, aprovada em 2022, e entrou em vigor em 16 de janeiro de 2023, substituindo oficialmente a versão anterior.
A NIS2 foi criada para resolver as falhas da NIS1 e garantir um nível mais alto de segurança digital na União Europeia. Entre as principais mudanças, destacam-se:
A NIS2 não apenas expande o escopo de proteção, mas também cria um ambiente mais uniforme e estruturado para a segurança digital na Europa.
Como falamos anteriormente, a NIS2 foi desenvolvida para corrigir as falhas da NIS1 e garantir um nível mais elevado de segurança cibernética em toda a União Europeia. Seu principal objetivo é aumentar a resiliência digital das organizações e reduzir o impacto de ataques cibernéticos sobre setores essenciais.
Para isso, a diretiva estabelece requisitos mais rigorosos, amplia o escopo de empresas regulamentadas e padroniza práticas de segurança entre os Estados-membros. Entre os principais objetivos da NIS2, destacam-se:
A NIS2 exige que as organizações regulamentadas adotem medidas avançadas de segurança, que incluem:
A nova diretiva também exige auditorias periódicas, para que as organizações demonstrem que estão cumprindo as diretrizes estabelecidas.
A NIS1 cobria apenas alguns setores considerados críticos, mas a NIS2 amplia a regulamentação para incluir um número maior de indústrias estratégicas. A nova diretiva diferencia “entidades essenciais” e “entidades importantes”, abrangendo tanto setores de infraestrutura crítica quanto empresas de grande porte que prestam serviços relevantes para a sociedade.
Essa mudança garante que mais organizações estejam obrigadas a adotar boas práticas de segurança, aumentando a resiliência geral do mercado europeu.
A falta de padronização da NIS1 dificultava a resposta a incidentes cibernéticos de grande escala. A NIS2 busca solucionar esse problema ao estabelecer diretrizes mais claras para a colaboração entre países, incluindo:
Além de proteger melhor as infraestruturas críticas, essa cooperação aprimorada fortalece a resposta coletiva da União Europeia contra ameaças cibernéticas emergentes.
A implementação desses objetivos torna a NIS2 um instrumento essencial para aumentar a maturidade da segurança cibernética na Europa.
Uma das principais mudanças da NIS2 em relação à NIS1 é a ampliação do escopo de empresas e setores que precisam cumprir os requisitos de segurança cibernética. Enquanto a NIS1 se aplicava apenas a um grupo restrito de setores críticos, a nova diretiva inclui uma gama maior de organizações essenciais para a economia e a infraestrutura da União Europeia.
A NIS2 classifica as empresas afetadas em duas categorias: Entidades Essenciais (Essential Entities – EE) e Entidades Importantes (Important Entities – IE).
As entidades classificadas como essenciais desempenham funções críticas para o funcionamento da sociedade e da economia. Por isso, a NIS2 exige que essas empresas sigam regras de segurança mais rígidas e estejam sujeitas a fiscalizações mais rigorosas.
Setores abrangidos:
As Entidades Essenciais têm obrigações mais rigorosas de conformidade, incluindo a necessidade de auditorias frequentes e monitoramento contínuo de suas defesas cibernéticas.
As Entidades Importantes também precisam cumprir os requisitos da NIS2, mas estão sujeitas a menos supervisão regulatória, sendo obrigadas a comprovar conformidade somente após um incidente ou investigação.
Setores abrangidos:
Embora as Entidades Importantes tenham menos fiscalização preventiva, elas ainda devem implementar políticas robustas de segurança cibernética e garantir que suas redes e dados estejam protegidos contra ameaças.
Além da classificação por setor, a NIS2 determina que uma empresa pode ser enquadrada na diretiva se atender a critérios específicos, como:
Com essa ampliação do escopo, a NIS2 torna a segurança cibernética uma prioridade para um número maior de empresas, garantindo que tanto infraestruturas críticas quanto serviços essenciais adotem boas práticas de proteção contra ameaças digitais.
Com a entrada em vigor da NIS2, as empresas classificadas como Entidades Essenciais e Importantes têm que se adequar às novas exigências regulatórias para garantir um nível elevado de segurança cibernética. A diretiva estabeleceu diretrizes detalhadas sobre gestão de riscos, medidas preventivas, resposta a incidentes e supervisão regulatória, criando um ambiente de maior resiliência digital na União Europeia.
As organizações cobertas pela NIS2 são obrigadas a implementar uma série de requisitos obrigatórios, que incluem:
A NIS2 exige que as empresas adotem uma abordagem baseada em risco, implementando controles rigorosos para reduzir vulnerabilidades e mitigar ameaças cibernéticas. As medidas incluem:
Além disso, empresas afetadas têm que realizar auditorias periódicas e testes de segurança para avaliar a eficácia de suas defesas.
A NIS2 estabeleceu prazos rigorosos para a notificação de incidentes de segurança cibernética, tornando a resposta a ataques mais ágil e transparente. O processo exigido para comunicação de violações inclui três fases:
Pode ocorrer também:
A exigência de notificação rápida e detalhada tem o objetivo de minimizar o impacto de ataques cibernéticos e garantir que as autoridades possam coordenar respostas eficazes para evitar que ameaças se espalhem.
Diferente da NIS1, a NIS2 introduziu responsabilidades diretas para os gestores e diretores das empresas regulamentadas. Isso significa que CEOs e membros do conselho podem ser responsabilizados caso suas organizações não adotem medidas adequadas de segurança cibernética.
As principais obrigações da alta gestão incluem:
Caso uma organização descumpra as exigências da NIS2, os responsáveis podem ser penalizados não apenas com multas, mas também com sanções administrativas severas.
Diante das exigências da NIS2, as empresas precisam de parceiros confiáveis e experientes para garantir que sua segurança cibernética atenda aos novos padrões regulatórios. A iT.eam oferece um conjunto completo de soluções e serviços especializados para apoiar organizações na implementação das diretrizes da NIS2.
A iT.eam auxilia empresas na identificação e mitigação de vulnerabilidades, realizando avaliações detalhadas sobre:
Nossa equipe de especialistas orienta empresas sobre boas práticas de governança de segurança, garantindo que executivos e gestores compreendam suas responsabilidades e implementem as medidas exigidas pela diretiva.
Entre os serviços de consultoria estão:
A iT.eam fornece soluções avançadas de detecção e resposta, garantindo que as empresas possam identificar e reagir rapidamente a ameaças cibernéticas. Entre os serviços oferecidos estão:
A iT.eam se destaca como uma parceira confiável em cibersegurança, contando com certificações que garantem a qualidade e a conformidade de seus serviços:
Com essa experiência, a iT.eam está preparada para apoiar empresas na implementação da NIS2, ajudando a garantir a conformidade regulatória e o fortalecimento das defesas cibernéticas.
Um parceiro estratégico como a iT.eam é essencial para assegurar conformidade e fortalecer a postura de segurança cibernética. Se sua empresa busca um suporte completo para atender às exigências da NIS2, entre em contato com a equipe da iT.eam e descubra como podemos ajudar!
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